quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Imigração Espanhola em São Paulo

Hispano-brasileiro é um cidadão brasileiro que tenha ascendentes espanhóis. Também são consideradas hispano-brasileiras as pessoas nascidas na Espanha mas radicadas no Brasil.
Estima-se que haja quase vinte milhões de hispano-brasileiros, descendentes de uma enorme massa de imigrantes chegados ao Brasil entre 1870 e 1960. A primeira cidade fundada por colonos espanhóis na América Portuguesa foi Filipéia em 1585, durante a dinastia filipina (nessa altura os portugueses também passaram a ser espanhóis, como atesta o livro raízes das grandezas do Brasil).

A grande imigração espanhola só começou em fins do século XIX, devido ao agravamento dos problemas socioeconômicos na Espanha.
A presença espanhola em terras brasileiras acontece desde o início da colonização do Brasil. Durante a União Ibérica, muitos espanhóis se estabeleceram noBrasil, particularmente em São Paulo. Como consequência, um grande número de brasileiros descende desses pioneiros, já que as famílias espanholas em questão participaram do fenômeno dos bandeirantes.Porém, só se pode falar de uma efetiva imigração organizada de espanhóis para o Brasil a partir do final do século XIX.
A imigração espanhola no Brasil é quase sempre ignorada ou tratada com obscuridade pela historiografia brasileira. De maneira geral, quando se fala em imigração no Brasil, destaca-se a imigração italiana, enquanto outros grupos de imigrantes, como os espanhóis, são tratados de forma pouco aprofundada.Porém, no contexto da imigração no Brasil, os espanhóis figuravam como o terceiro maior contingente de imigrantes recebidos pelo Brasil, perdendo apenas para os italianos e os portugueses, e bem a frente dos alemães e japoneses. No estado de São Paulo, durante o período da grande imigração, os espanhóis superaram numericamente inclusive os próprios portugueses, ficando atrás apenas dos italianos. Apesar da enorme importância numérica, alguns historiadores salientam que os espanhóis são um grupo "invisível" ou "oculto" para a historiografia brasileira. A historiadora Marília Dalva Klaumann Cánovas acredita que a inexistência, a fragmentação e a dispersão das fontes e da documentação são alguns dos fatores responsáveis pela ausência de trabalhos sobre o imigrante espanhol no Brasil.

Imigração Italiana em São Paulo

Os primeiros imigrantes italianos  chegaram ao Brasil no ano de 1870, o governo do Brasil estava estimulando a imigração européia, especialmente depois de 1850, época em que o tráfico de escravos foi abolido no Brasil e os europeus estavam tomando o lugar da mão-de-obra escrava.
Os italianos chegaram de início à região sul, onde estavam instalando colônias de imigrantes. Em meados do século XIX, o governo brasileiro criou as primeiras colônias. Estas colônias foram fundadas em áreas rurais como a Serra Gaúcha, Garibaldi e Bento Gonçalves (1875). Estes imigrantes eram, na maioria, da região do Vêneto, norte da Itália. Depois de cinco anos, face ao grande número de imigrantes, o governo teve de criar uma nova colônia italiana em Caxias do Sul. Nestas regiões os italianos começaram a cultivar a uva e produzir vinhos. Atualmente, estas áreas de colonização italiana produzem os melhores vinhos do Brasil. Também em 1875, foram fundadas as primeiras colônias catarinenses em Criciúma e Urussanga e, em seguida, as primeiras do Estado do Paraná.
Mesmo tendo sido a região sul que primeiro recebeu os imigrantes italianos, foi a região sudeste que recebeu o maior número de imigrantes oriundos da Itália. Isto se deve ao processo de expansão das fazendas de café, no Estado de São Paulo.
Depois de 1888, quando a escravidão foi abolida, a imigração italiana se converteu em uma grande fonte de mão-de-obra no Brasil. Os italianos começaram a expandir-se por Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro. A maioria absoluta teve como destino inicial o campo e o trabalho agrícola. Muitos imigrantes italianos, após trabalhar anos colhendo café, conseguiram juntar dinheiro suficiente para comprar suas próprias terras e tornaram-se fazendeiros, outros partiram para os grandes centros urbanos (como São Paulo), pois as condições de trabalho no campo eram péssimas.
As contínuas notícias de trabalho semi-escravo e condições indignas nas fazendas de café no Brasil fizeram com que os italianos preferissem destinos como a Argentina e os Estados Unidos. A imigração italiana no Brasil continuou até a década de 20, quando o ditador Bento Mussolini, com seu governo nacionalista, começou a controlar a imigração italiana. Com a Segunda Guerra Mundial, a declaração de guerra do Brasil a Itália e a contínua recuperação da economia italiana, a chegada de italianos ao Brasil entrou em decadência.
Dentre as inúmeras contribuições italianas à cultura brasileira podemos citar novas técnicas agrícolas, o uso do “tchau” (ciao) em todo o Brasil, pratos que foram incorporados (pizzas, spagueti e o hábito de comer panetone no natal), novas palavras (paura, polenta, etc.), o enraizamento do catolicismo, incorporando elementos italianos na religião brasileira, etc.

Imigração Japonesa em São Paulo

imigração japonesa no Brasil começou no início do século XX, em função de um acordo entre os governos japonês e brasileiro. O Japão tinha um problema de superpopulação e o Brasil necessitava de mão-de-obra para os cafezais. A colônia japonesa do Brasil é a maior do mundo. Hoje, composta por 1,5 milhões de nikkeis (japoneses e seus descendentes).
O Kasatu Maru foi o primeiro navio a chegar ao Brasil (Santos) com imigrantes japoneses, chegou no dia 18 de Junho de 1908, vindo de Kobe e trouxe a bordo 65 famílias que vieram trabalhar nos cafezais do oeste paulista. Nos primeiros sete anos, chegaram mais 3434 famílias (14.983 pessoas). Durante o início da I Guerra Mundial, a imigração se intensificou, entre 1917 e 1940, chegaram 164 mil japoneses ao Brasil. 75% deles se estabeleciam em São Paulo, onde já havia colônias e bairros japoneses.
Aproximadamente 85% dos japoneses que vieram ao Brasil tinham a intenção de enriquecer e voltar ao Japão, porém enriquecer rápido em terras brasileiras era um sonho quase impossível de alcançar. A maioria dos japoneses trabalhouem plantações de café no interior de São Paulo e posteriormente no norte do Paraná. Outros foram trabalhar na exploração da borracha na Amazônia ou nas plantações de pimenta no Pará. A maior parte deles era constituída de campesinos pobres vindos das províncias do sul e do norte do Japão.
Com o fim da guerra, o fluxo de imigrantes japoneses cresceu consideravelmente. O governo nipônico começou a incentivar a ida para o Brasil por diversos motivos: o campo e as cidades japonesas estavam superlotados de gente, causando pobreza e desemprego, além disso, o governo japonês queria espalhar a etnia japonesa pelo mundo.
Na década de 30, o Brasil já abrigava a maior população japonesa fora do arquipélago. Com o começo da II Guerra Mundial, a imigração japonesa cessou totalmente e só voltou a crescer quando do fim da mesma. Contudo, o Brasil tinha declarado guerra ao Japão e a imigração foi proibida. Os imigrantes já estabelecidos começaram a ser perseguidos pelo governo brasileiro e o presidente Getúlio Vargas proibiu o uso da língua japonesa em território nacional e qualquer manifestação cultural nipônica era considerada crime.
Dentre as diversas marcas que a cultura deixou no Brasil podemos citar uma culinária muito rica e saudável, a tecnologia agrícola e os esportes como o karatê, judô, kendo e os mangás.



Imigração Portuguesa em São Paulo

Imigração Portuguesa no Brasil representou a segunda maior corrente de estrangeiros que vieram fazer a vida no país. Mesmo na condição de colonizadores do Brasil, os portugueses só perderam a primeira posição para os africanos que foram trazidos ao Brasil em enorme proporção.
Os portugueses possuem uma história muito íntima com a história do Brasil. Do mesmo modo, o Brasil tem todo seu processo de desenvolvimento histórico muito aliado aos portugueses, inicialmente porque fomos colônia de Portugal por mais de trezentos anos e, em segundo lugar, porque abrigamos amplo fluxo de imigrantes portugueses no decorrer do século XIX e início do XX.
Imigração Portuguesa no Brasil tem origem com o descobrimento. Quando Pedro Alvarez Cabral  tomou posse do Brasil, em 1500, em nome de Portugal, vieram para as novas terras alguns imigrantes, por força do Estado português. Neste momento inicial, contudo, os portugueses não tinham interesse em viver no Brasil, acarretando a emigração de indivíduos problemáticos, em maioria, como alternativa de Portugal se livrar dos indesejáveis, transferindo-os para o Brasil. Tampouco Portugal estava obstinado a empreender esforços na colonização do Brasil, a situação só mudou quando outras nacionalidades, como é o caso dos franceses, tentaram se apropriar do Brasil. Esta fase primeira que marca o século XVI e XVII é caracterizada pela baixa imigração portuguesa, é um período restrito, ainda sem muitos atrativos nas terras do Novo Mundo.
A situação sofreu um grande revés em 1696 quando foi encontrado ouro no Brasil. O metal precioso  era muito cobiçado na Europa e despertava enorme interesse das nações, Portugal tinha grande ressentimento por ainda não ter encontrado ouro nas suas terras na América, uma vez que sua vizinha e colonizadora da maior parte do continente, Espanha, encontrou o metal em pouco tempo de colonização. A notícia se espalhou rapidamente por Portugal e gerou uma enorme emigração para o país, milhares de portugueses abandonaram o país de origem e se dirigiram para o Brasil atrás do cobiçado metal. Vilas inteiras chegaram a ficar vazias em terras lusas. O Brasil recebeu um sem número de portugueses que exploraram as minas e fizeram a situação colonial sofrer uma alteração sem precedentes. A colônia, acostumada a exportar seus produtos, passou a comprar as mais variadas mercadorias por causa do fluxo de ouro. A fase do ouro no Brasil marcou todo o século XVIII.
No início do século XIX, o ouro já não consistia mais na principal atividade e renda para o Brasil, as minas tinham se esgotado. O novo século já determinava o café como o principal produto gerado no Brasil para o mundo. Em 1808, impulsionado por fatores políticos e pressões de Napoleão na Europa, o rei de Portugal, juntamente com toda sua corte, muda-se para o Brasil a fim de salvar o Império Português da expansão napoleônica. Nesta época, muitos portugueses acompanharam a corte e emigraram para o Brasil, que passou a ser o centro administrativo de todo o Império Português. Em 1822 o Brasil fica independente e, em termos técnicos, é quando realmente os portugueses passam a ser imigrantes, pois o Brasil é então um Estado diferente de Portugal.
É ao longo do século XIX e na metade inicial do século XX que ocorre a grande imigração portuguesa no Brasil. A perda da colônia gera problemas econômicos para Portugal, que fica incapaz de sustentar sua população adequadamente. A Europa passa por momentos revolucionários e contestatórios no século XIX, oferecendo outro elemento para emigração. Mas, no caso do Brasil, é principalmente a necessidade de mão-de-obra na lavoura e nas nascentes indústrias que faz impulsionar a imigração. Neste contexto, os portugueses ficam atrás apenas dos italianos como correntes imigratórias que chegaram no Brasil. O crescente, embora lento, cenário de abolição do trabalho escravo desperta nos cafeicultores o interesse pelo trabalhador livre estrangeiro.
O último momento de imigração portuguesa no Brasil tem início no governo de Getúlio Vargas quando, de forma geral, todas as nacionalidades passam a entrar no Brasil em menor número. É uma fase de declínio da imigração marcada pelas políticas de controle dos estrangeiros no país. A partir de então o número de imigrantes portugueses, assim como de outras nacionalidades, caí seguidamente. Depois disso, o que temos hoje, é um número irrisório de imigrantes portugueses, não são contabilizados mais com tanta ênfase como nas fases anteriores.

"Rumo à Sé"

Assista aos videos abaixo, e aprenda um pouco mais sobre a cidade de São Paulo.
Você vai se surpreender com o "Rumo à Sé"


https://www.youtube.com/watch?v=mqP7g-O2JH4

https://www.youtube.com/watch?v=Y4KZpDUlbmE

https://www.youtube.com/watch?v=fRMul4EbARw

Espero que possam adquirir novos conhecimentos por meio destes videos...

Cidade de São Paulo no início do século XX

São Paulo
            No final do século, a cidade passou por profundas transformações econômicas e sociais decorrentes da expansão da lavoura cafeeira em várias regiões paulistas, da construção da estrada de ferro Santos-Jundiaí (1867) e do afluxo de imigrantes europeus. Para se ter uma idéia do crescimento vertiginoso da cidade na virada do século, basta observar que em 1895 a população de São Paulo era de 130 mil habitantes (dos quais 71 mil eram estrangeiros), chegando a 239.820 em 1900!). Nesse período, a área urbana se expandiu para além do perímetro do triângulo, surgiram as primeiras linhas de bondes, os reservatórios de água e a iluminação a gás.
Foto do bairro do Brás, em 1950            Esses fatores somados já esboçavam a formação de um parque industrial paulistano. A ocupação do espaço urbano registrou essas transformações. O Brás e a Lapa transformaram-se em bairros operários por excelência; ali concentravam-se as indústrias próximas aos trilhos da estrada de ferro inglesa, nas várzeas alagadiças dos rios Tamanduatey e Tietê. A região do Bexiga foi ocupada, sobretudo, pelos imigrantes italianos e a Avenida Paulista e adjacências, áreas arborizadas, elevadas e arejadas, pelos palacetes dos grandes cafeicultores .
            As mais importantes realizações urbanísticas do final do século foram, de fato, a abertura da Avenida Paulista (1891) e a construção do Viaduto do Chá (1892), que promoveu a ligação do "centro velho" com a "cidade nova", formada pela rua Barão de Itapetininga e adjacências. É importante lembrar, ainda, que logo a seguir (1901) foi construída a nova estação da São Paulo Railway, a notável Estação da Luz.
            Do ponto de vista político-administrativo, o poder público municipal ganhou nova fisionomia. Desde o período colonial São Paulo era governada pela Câmara Municipal, instituição que reunia funções legislativas, executivas e judiciárias. Em 1898, com a criação do cargo de Prefeito Municipal, cujo primeiro titular foi o Conselheiro Antônio da Silva Prado, os poderes legislativo e executivo se separaram.
            O século XX, em suas manifestações econômicas, culturais e artísticas, passa a ser sinônimo de progresso. A riqueza proporcionada pelo café espelha-se na São Paulo "moderna", até então acanhada e tristonha capital.
            Trens, bondes, eletricidade, telefone, automóvel, velocidade, a cidade cresce, agiganta-se e recebe muitos melhoramentos urbanos como calçamento, praças, viadutos, parques e os primeiros arranha-céus.
Foto antiga do Vale do Anhangabaú            O centro comercial com seus escritórios e lojas sofisticadas, expõe em suas vitrinas a moda recém lançada na Europa. Enquanto o café excitava os sentidos no estrangeiro, as novidades importadas chegavam ao Porto de Santos e subiam a serra em demanda à civilizada cidade planaltina. Sinais telegráficos traziam notícias do mundo e repercutiam na desenvolta imprensa local.
            Nos navios carregados de produtos finos para damas e cavalheiros da alta classe, também chegavam os imigrantes italianos e espanhóis rumo às fazendas ou às recém instaladas indústrias, não sem antes passar uma temporada amontoados na famosa hospedaria dos imigrantes, no bairro do Brás.
Em 1911, a cidade ganhou seu Teatro Municipal, obra do arquiteto Ramos de Azevedo, celebrizado como sede de espetáculos operísticos, tidos como entretenimento elegante da elite paulistana.
            A industrialização se acelera após 1914 durante a Primeira Grande Guerra mas o aumento da população e das riquezas é acompanhado pela degradação das condições de vida dos operários que sofrem com salários baixos, jornadas de trabalho longas e doenças. Só a gripe espanhola dizimou oito mil pessoas em quatro dias.
            Os operários se organizam em associações e promovem greves, como a que ocorreu em 1917 e parou toda a cidade de São Paulo por muitos dias. Nesse mesmo ano, o governo e os industriais inauguram a exposição industrial de São Paulo no suntuoso Palácio das Indústrias, especialmente construído para esse fim. O otimismo era tamanho que motivou o prefeito de então, Washington Luis, a afirmar, com evidente exagero: "A cidade é hoje alguma coisa como Chicago e Manchester juntas".
            Na década de 20, a industrialização ganha novo impulso, a cidade cresce (em 1920, São Paulo tinha 580 mil habitantes) e o café sofre mais uma grande crise. No entanto, a elite paulistana, num clima de incertezas mas de muito otimismo, frequenta os salões de dança, assiste às corridas de automóvel, às partidas de foot-ball, às demonstrações malabarísticas de aeroplanos, vai aos bailes de máscaras e participa de alegres corsos nas avenidas principais da cidade. Nesse ambiente, surge o irrequieto movimento modernista. Em 1922, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Luís Aranha, entre outros intelectuais e artistas, iniciam um movimento cultural que assimilava as técnicas artísticas modernas internacionais, apresentado na célebre Semana de Arte Moderna, no Teatro Municipal.
Viaduto do Chá            Com a queda da bolsa de valores de Nova Iorque e a Revolução de 1930, alterou-se a correlação das forças políticas que sustentou a "República Velha". A década que se iniciava foi especialmente marcante para São Paulo tanto pelas grandes realizações no campo da cultura e educação quanto pelas adversidades políticas. Os conflitos entre a elite política, representante dos setores agro-exportadores do Estado, e o governo federal, conduziram à Revolução Constitucionalista de 1932 que transformou a cidade numa verdadeira praça de guerra, onde se inscreviam os voluntários, se armavam estratégias de combate e se arrecadavam contribuições da população amedrontada mas orgulhosa de pertencer a uma "terra de gigantes".
            A derrota de São Paulo e sua participação restrita no cenário político nacional coincidiu, no entanto, com o florescimento de instituições científicas e educacionais. Em 1933, foi criada a Escola Livre de Sociologia e Política, destinada a formar técnicos para a administração pública; em 1934, Armando de Salles Oliveira, interventor do Estado, inaugurou a Universidade de São Paulo; em 1935, o Município de São Paulo ganhou, na gestão do prefeito Fábio Prado, o seu Departamento de Cultura e de Recreação.
            Nesse mesmo período, a cidade presenciou uma realização urbanística notável, que testemunhava o seu processo de "verticalização": a inauguração, em 1934, do Edifício Martinelli, maior arranha-céu de São Paulo, à época, com 26 andares e 105 metros de altura!
            A década de 40 foi marcada por uma intervenção urbanística sem precedentes na história da cidade. O prefeito Prestes Maia colocou em prática o seu "Plano de Avenidas", com amplos investimentos no sistema viário. Nos anos seguintes, a preocupação com o espaço urbano visava basicamente abrir caminho para os automóveis e atender aos interesses da indústria automobilística que se instalou em São Paulo em 1956.
Vista da Avenida Nove de Julho            Simultaneamente, a cidade cresceu de forma desordenada em direção à periferia gerando uma grave crise de habitação, na mesma proporção, aliás, em que as regiões centrais se valorizaram servindo à especulação imobiliária.
            Em 1954, São Paulo comemorou o centenário de sua fundação com diversos eventos, inclusive a inauguração do Parque Ibirapuera, principal área verde da cidade, que passou a abrigar edifício diversos projetados pelo arquiteto Oscar Niemeyer.
            Nos anos 50, inicia-se o fenômeno de "desconcentração" do parque industrial de São Paulo que começou a se transferir para outros municípios da Região Metropolitana (ABCD, Osasco, Guarulhos, Santo Amaro) e do interior do Estado (Campinas, São José dos Campos, Sorocaba).
            Esse declínio gradual da indústria paulistana insere-se num processo de "terciarização" do Município, acentuado a partir da década de 70. Isso significa que as principais atividades econômicas da cidade estão intrinsecamente ligadas à prestação de serviços e aos centros empresariais de comércio (shopping centers, hipermercados, etc). As transformações no sistema viário vieram atender a essas novas necessidades. Assim, em 1969, foram iniciadas as obras do metrô na gestão do prefeito Paulo Salim Maluf.
            A população da metrópole paulistana cresceu na última década, de cerca de 10 para 16 milhões de habitantes. Esse crescimento populacional veio acompanhado do agravamento das questões sociais e urbanas (desemprego, transporte coletivo, habitação, problemas ambientais ...) que nos desafiam como "uma boca de mil dentes" nesse final de século. No entanto, como dizia o grande poeta da cidade, Mário de Andrade:

"Lá fora o corpo de
São Paulo escorre
vida ao guampasso
dos arranha-céus
".

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Obras de Cândido Portinari

    Lavrador de Café

          

O lavrador de Café é uma obra de Cândido Portinari. Atualmente, pertence ao acervo do MASP. É uma pintura a óleo sobre tela, datada de 1939.
Roubo: O quadro foi roubado em 2007, juntamente com a obra O Retrato de Suzanne Bloch de Picasso, e recuperado pela Polícia Civil do Estado de São Paulo, dezenove dias depois. Os quadros estavam na cidade de Ferraz de Vasconcelos, e foram devolvidos ao museu posteriormente.

Café 


Observe na obra de Portinari as figuras humanas:os pés e as mãos são bastante grandes;os corpos sugerem volume.Esses detalhes revelam o trabalho diário nas plantações de café,que exige força e ignora a fraqueza das pessoas.O corpo humano sugerindo volume e os pés enormes,que transmitem a sensação de que as pessoas se relacionam intimamente com aterra,sempre representada em tons vermelhos.


Retirantes


Portinari quer mostrar em sua tela uma realidade social ,que a maioria parece não querer ver, com uma intenção clara de denúncia social, problemas de miséria, ignorância, opressão nas relações de trabalho e apresentando a força da natureza sobre um homem completamente desprotegido.